Hoje vamos falar de uma daquelas histórias dos bastidores de Hollywood que nos fazem pensar em como a indústria cinematográfica tem evoluído. É interessante ver como certas práticas de filmagem que eram comuns há alguns anos, hoje seriam impensáveis. Um exemplo fascinante é o processo de rodagem de “Blue Valentine”, o drama romântico de 2010 que valeu uma nomeação aos Óscares a Michelle Williams.
Um Método Intenso de Preparação
O filme, que explora a complexa relação entre Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Williams), recorreu a técnicas de preparação bastante invulgares. Após filmarem as cenas iniciais do casal apaixonado, a produção fez algo que hoje seria praticamente impossível: deu aos atores uma pausa de duas semanas para viverem juntos!
A Experiência de Coabitação
Williams revelou recentemente que ela e Gosling partilharam o mesmo espaço “num horário de escritório, tipo das 9 às 5”. Durante este período, dedicaram-se a improvisar formas de criar tensão e destruir aquela química inicial que tinham construído. Uma abordagem radical, mas que serviu perfeitamente o propósito do filme.
Uma Prática Que Ficou no Passado
A própria atriz reconhece que este tipo de método seria difícil de justificar nos dias de hoje. “Pá, imaginem só tentar explicar isto a um produtor atual”, comentou ela. “Parar uma produção a meio, com toda a equipa em standby, só para os atores ‘explorarem’ as suas personagens? Nem pensar!”
O Resultado Final
Apesar do método pouco convencional – ou talvez por causa dele – o filme acabou por ser um sucesso crítico, rendendo a Williams uma das suas cinco nomeações aos Óscares. É um testemunho de como, às vezes, abordagens menos convencionais podem resultar em algo verdadeiramente especial.
E vocês, o que acham? Será que este tipo de método intensivo de preparação ainda tem lugar no cinema atual? Deixem nos comentários a vossa opinião sobre estas práticas antigas de Hollywood!